O saque-aniversário do FGTS, que permite aos trabalhadores retirarem uma parte do saldo no mês de seu aniversário, está gerando debates sobre o impacto no mercado imobiliário. Essa modalidade, implementada em 2020, já retirou cerca de R$ 179 bilhões do fundo em 2024, reduzindo os recursos disponíveis para financiar habitação e obras. Especialistas alertam que, com o uso do FGTS para garantir empréstimos consignados, a situação pode piorar. O governo avalia mudanças, como o fim do saque-aniversário, para garantir a sustentabilidade do fundo, mas a decisão tem sido adiada devido à polêmica.
O FGTS acumula um patrimônio de R$ 700 bilhões, mas a maior parte já está comprometida com contratos de financiamento habitacional. Executivos do setor imobiliário e consultores defendem maior regulação no uso do saldo e incentivam os trabalhadores a preservarem seus recursos, que são essenciais para emergências ou aquisição de imóveis. A sustentabilidade do FGTS é considerada crucial para apoiar o mercado imobiliário e a geração de empregos na construção civil, que ajudam a retroalimentar o fundo.