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Apostas online disparam e impactam inadimplência no aluguel no Brasil

O início do ano costuma ser um período de alta inadimplência no aluguel, principalmente por causa de despesas como IPVA, IPTU e material escolar. Em 2024, os meses de fevereiro e abril registraram os maiores índices de atraso, segundo a Superlógica, que analisou mais de 800 mil locatários. Além disso, o crescimento das apostas esportivas também impactou as finanças das famílias, especialmente entre pessoas de menor renda. Em 2025, a taxa de inadimplência caiu levemente para 3,44% em janeiro, o que pode estar ligado a reajustes menores no preço dos aluguéis e uma leve melhora na renda. No entanto, imóveis comerciais continuam apresentando taxas mais altas de atraso do que residenciais.

Outro fator preocupante é o impacto das apostas online no endividamento dos brasileiros. Em 2024, cerca de 1,8 milhão de pessoas ficaram inadimplentes devido a gastos com bets, e muitas delas comprometeram despesas essenciais, como aluguel e condomínio. Bancos como Nubank e Bradesco já adotaram medidas para alertar seus clientes sobre os riscos de destinar dinheiro para jogos de azar. Enquanto isso, imobiliárias e plataformas de gestão de aluguéis seguem monitorando os índices de inadimplência e adotando estratégias de negociação para evitar maiores prejuízos.

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Reforma Tributária: Novo Imposto Promete Mexer com o Mercado Imobiliário a Partir de 2027

A nova Lei Complementar nº 214, de 2025, trouxe mudanças importantes na tributação do setor imobiliário. Com a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), em substituição ao PIS, COFINS, ISS e ICMS, muitas operações que antes não eram tributadas agora serão, o que pode aumentar os custos. Um exemplo é a locação de imóveis, que passará a ser tributada, exceto em contratos de até 90 dias, como aluguéis de temporada, que terão um desconto de até 40% na alíquota.


Outro impacto será nas operações feitas por pessoas físicas. Quem tiver mais de três imóveis ou receber mais de R$ 240 mil anuais com aluguel será considerado contribuinte do IBS/CBS, podendo ser mais vantajoso criar uma empresa para gerir os imóveis. Além disso, a constituição de direitos reais, como usufruto ou promessa de compra e venda, também será tributada. A aplicação das novas regras começa em 2027, e ainda há dúvidas sobre como ficará a tributação dos fundos imobiliários (FIIs) e FIAGRO, já que a proposta inicial foi vetada e aguarda definição do Congresso.

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Recursos do FGTS para setor imobiliário podem diminuir ainda mais

O saque-aniversário do FGTS, que permite aos trabalhadores retirarem uma parte do saldo no mês de seu aniversário, está gerando debates sobre o impacto no mercado imobiliário. Essa modalidade, implementada em 2020, já retirou cerca de R$ 179 bilhões do fundo em 2024, reduzindo os recursos disponíveis para financiar habitação e obras. Especialistas alertam que, com o uso do FGTS para garantir empréstimos consignados, a situação pode piorar. O governo avalia mudanças, como o fim do saque-aniversário, para garantir a sustentabilidade do fundo, mas a decisão tem sido adiada devido à polêmica.

O FGTS acumula um patrimônio de R$ 700 bilhões, mas a maior parte já está comprometida com contratos de financiamento habitacional. Executivos do setor imobiliário e consultores defendem maior regulação no uso do saldo e incentivam os trabalhadores a preservarem seus recursos, que são essenciais para emergências ou aquisição de imóveis. A sustentabilidade do FGTS é considerada crucial para apoiar o mercado imobiliário e a geração de empregos na construção civil, que ajudam a retroalimentar o fundo.

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