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Juros altos limitam crescimento do mercado imobiliário, que é duas vezes maior em países semelhantes ao Brasil

Os juros altos estão travando a recuperação econômica no Brasil, com impacto direto no mercado imobiliário. A alta rentabilidade de investimentos como o CDI desestimula a compra de imóveis, mesmo no segmento de alta renda. Henrique Blecher, CEO da Origem Incorporadora, alerta que isso desacelera as vendas e pode “congelar” lançamentos em 2025, reduzindo investimentos no setor e afetando toda a cadeia produtiva.

Além disso, o esgotamento de recursos para financiamento imobiliário pela Caixa Econômica Federal em 2024 forçou construtoras a buscar crédito mais caro, complicando ainda mais a situação.

A perda de atratividade da poupança, com saques superando depósitos, e a economia instável — marcada por juros altos, inflação e déficit fiscal — também pressionam o setor. Segundo Leonardo Schneider, da APSA, as perspectivas para 2025 são pessimistas, com o mercado vendo dificuldades para retomar o crescimento.

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Novo arranha céu em SP terá a vista mais elevada da cidade

A Cyrela está apostando alto, literalmente, com o lançamento do On The Sky Bela Cintra, um prédio residencial de 144 metros que será um dos mais altos de São Paulo. Localizado próximo à Avenida Paulista, o edifício promete a vista mais alta da cidade e deve ser entregue em 2029. O projeto faz parte da tendência de verticalização de alto luxo na capital, oferecendo experiências diferenciadas e exclusivas.

Com unidades que vão de R$ 1,1 milhão a R$ 3,3 milhões, o empreendimento reflete o foco da construtora no mercado de alta renda, que tem se mostrado resiliente mesmo diante de desafios econômicos. O CEO Efraim Horn, responsável por essa visão ousada, acredita que arranha-céus icônicos são o futuro para atender ao desejo de exclusividade.

A Cyrela, que já lançou prédios como o On The Sky Pompeia e o Vista Armani/Casa, projeta um portfólio de imóveis de alto padrão com potencial de valorização. A empresa também tem se destacado nos resultados financeiros, com crescimento expressivo no lucro e boas perspectivas no mercado, mesmo com os juros altos. Segundo Efraim, o objetivo é criar produtos especiais que se mantenham atrativos em qualquer cenário econômico.

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Venda de imóveis para classe média diminui em meio ao crescimento do mercado de luxo e do Minha Casa, Minha Vida.

O mercado imobiliário brasileiro em 2024 passa por uma mudança dinâmica: enquanto as vendas para a classe média desaceleram, os segmentos de luxo e os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) se destacam. No primeiro semestre, a participação da classe média caiu de 62% para 58%, com um crescimento modesto de 6% nas vendas. Em contraste, os mercados de luxo e MCMV cresceram expressivamente, com aumentos de 23% e 26%, respectivamente.

O Valor Geral de Vendas (VGV) da classe média encolheu, afetado por fatores como juros elevados e dificuldades no acesso ao crédito. Essas condições, agravadas pela alta da taxa Selic e custos de financiamento, tornam o cenário desafiador para o segmento. Como resposta, incorporadoras têm priorizado lançamentos voltados a públicos de maior ou menor poder aquisitivo.

Apesar das adversidades, o otimismo persiste entre as famílias de classe média: 40% planejam adquirir imóveis nos próximos 12 meses, e 58% acreditam na valorização dos preços. Em São Paulo, apartamentos menores têm sido rapidamente absorvidos, sinalizando uma demanda consistente em nichos específicos.

Enquanto o segmento de classe média enfrenta pressões econômicas, o avanço do MCMV e a força do mercado de luxo demonstram a capacidade do setor de se adaptar ao novo perfil de consumo e aos desafios macroeconômicos.

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