O governo vai liberar o saldo do FGTS para trabalhadores demitidos que tinham escolhido o saque-aniversário, permitindo que eles resgatem o valor integral em caso de demissão sem justa causa. A medida deve injetar cerca de R$ 12 bilhões na economia, mas será feita em duas etapas: primeiro, um limite de R$ 3.000 será liberado automaticamente, e o restante será pago após 110 dias. O setor de construção civil não vê problema nesse saque específico, mas teme que o Congresso amplie ainda mais as retiradas, o que poderia reduzir os recursos usados para financiar habitação popular, como o programa Minha Casa, Minha Vida.
As incorporadoras e construtoras estão em alerta porque o FGTS é a principal fonte de financiamento para moradias populares. Hoje, já existem mais de 200 projetos de lei no Congresso propondo novos tipos de saque do fundo, e o medo é que isso comprometa investimentos em infraestrutura e habitação. Para os especialistas do setor, o FGTS deve ser preservado para seu propósito original e qualquer mudança que aumente as retiradas pode gerar problemas a longo prazo.